Editorial: UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

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Fernando Andrette
fernando@clubedoaudio.com.br

Para entenderem este Editorial, preciso que vocês assistam o vídeo que coloquei aqui. É um vídeo da associação Espanhola – Música para Despertar que utiliza música para melhorar a qualidade de vida de pacientes com Alzheimer. Este vídeo mostra a bailarina espanhola Marta González que nos anos sessenta chegou ao posto de principal bailarina do corpo de baile de Nova York. Hoje em uma cadeira de rodas, com limitações para se comunicar e expressar seus sentimentos e pensamentos. Tudo se transforma ao começar a ouvir o Lago do Cisne que ela dançou e foi ovacionada pelo público e crítica. Ainda que a neurociência não saiba o motivo, já está comprovado que a música é a última memória que o Alzheimer retira do indivíduo. Alguns arriscam dizer que talvez a resposta esteja no grau de sinapses feitas em nosso cérebro ao ouvir, dançar e tocar música. Aqui mesmo já escrevi alguns artigos a respeito de como nosso cérebro se “ilumina” como uma árvore de natal ao ouvirmos música. O comovente deste vídeo é ver que, aos primeiros acordes, a bailarina executa os movimento da cintura para cima de forma tão elegante e leve. Sua expressividade e a lembrança dos movimentos ainda estão intactas em sua memória. Por uma fração de tempo, enquanto escuta a obra, sua vida voltou a uma breve normalidade e, o mais incrível, por alguns minutos após a audição, ela consegue se expressar melhor e manter um breve diálogo com o rapaz que lhe proporcionou aquele momento mágico! Eu escrevo há tanto tempo, nestas páginas, que ser audiófilo é começar audiófilo e terminar melômano, que muitos já devem ter se cansado dessa minha veemência. Mas morrerei defendendo essa ideia, que sistemas não podem ser nunca o fim, apenas o meio para podermos conhecer o âmago das obras que amamos. E quando atingimos este objetivo supremo, de dar vida às obras e materializá-las à nossa frente, a busca estará encerrada. E como eu sei que atingi este tão sonhado objetivo? Quando toda a sua discoteca foi integralmente resgatada, e você perceber que seu prazer em ficar ali com seus discos, suas memórias, seus sentimentos e seus sonhos, é tão necessário como o ar que respiramos.

Como dizia meu pai, o equipamento é apenas a ponte entre o ouvinte e a música.

Subverter esses valores é perder a única razão para a existência da alta fidelidade!

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