Discos do Mês: INSTRUMENTAL, JAZZ CUBANO & ROCK PROGRESSIVO

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Christian Pruks
christian@clubedoaudio.com.br

Estava conversando esses dias com os amigos André Maltese e Francisco Mendonça sobre as dificuldades que permeiam o mercado de vinil – tanto o usado quanto o novo. O tal mercado tornou-se um faroeste só, muito parecido com o mercado de carros antigos: onde colecionadores parecem estar mandando e tudo é tão caro que praticamente invalidou-se a ideia, por exemplo, de se colecionar carros como investimento – ou seja, coleciona-se pela possessividade, pela satisfação da compulsão, que é o pior aspecto do colecionismo. Se você quer um carro antigo simplesmente porque gosta e quer curti-lo, prepare-se para pagar “preço Ferrari” em um Corcel 1975.

O mercado de vinil usado está muito parecido: títulos sendo chamados de “raros” mesmo sendo prensagens nacionais e sendo ofertados em grande número. É o famoso disco “raro” que existe em grande disponibilidade! Claro que você pode fazer um garimpo, que pode ocorrer de máscara e tudo em lojas físicas, ou mesmo em lojas online (o brasileiro está aprendendo na marra a operar seus negócios online). Garimpar é saber achar discos em bom estado, que sejam de boa música, por bons preços. A música que interessa a cada um é um pouco variável, mas ajuda um bocado o garimpo se cada um procurar discos bons que não sejam dos artistas e títulos mais procurados – algo fora do usual irá ser menos conhecido, menos procurado e mais barato. Alguns gêneros são assim, como os Clássicos, por exemplo.

Com um pouco de garimpo não se paga, por exemplo, 100 reais no disco abaixo citado do grupo mineiro Uakti, como está “ofertado” em profusão no Mercado Livre – e sendo chamado, claro, de “raro”.

A briga minha, como amante de vinil, é a mesma do amante de carros antigos. Hoje se eu quero ter um carro antigo, preciso pagar bem caro – porque qualquer “pangaré” que pode tomar um banho e ter o pêlo escovado, está por preços que chegam a ser ofensivos, na casa de milhares de reais.

Voltando da analogia do carro de volta pro vinil, não vou nem entrar no mérito dos caríssimos discos novos, de 180 gramas, por exemplo – pois outro dia mesmo me pediram 1.000 reais em um!

Todo esse papo de vinil me ocorreu simplesmente porque, apesar desta coluna ter começado com o intuito de falar apenas da música, ela acabou tomando uma ótica também de indicar quando são boas as edições em CD e streaming, e quando existe o vinil da tal gravação, para que o crescente número de proprietários de toca-discos possam comprá-los. Porque, afinal, apesar de haverem bons CDs e boas inserções em serviços de streaming, quando existe a opção em vinil de um mesmo disco, é grande a chance dele tocar melhor que esses outros dois.

O que temos para hoje aqui no Discos do Mês? Primeiro, um grupo mineiro instrumental de longa tradição, que já é até bem conhecido por audiófilos e melômanos em várias partes do mundo. Segundo, vem o resgate de grandes músicos cubanos do século XX, bem no crepúsculo de suas vidas. E terceiro, um dos melhores discos solo de um dos integrantes do Pink Floyd.

Vamos à eles:

Uakti – Oficina Instrumental (Ariola/Philips, 1981)

Meu conhecimento do Uakti foi travado já no auge do meu trabalho como audiófilo. Mas, já tinha ouvido falar deles antes, muitos anos antes, e visto de relance na televisão. Tanto que quando estourou a fama mundial do grupo americano Blue Man Group, no começo dos anos 2000, eu logo olhei e falei que os americanos estavam imitando outros: não são os primeiros a fazerem instrumentos de percussão com tubos de PVC. Inclusive os três criadores originais do Blue Man Group já admitiram várias vezes que copiaram os instrumentos do grupo mineiro Uakti.

Blue Man Group é, claro, um espetáculo teatral, de palco, com os três principais personagens azuis tocando as várias percussões de tubo de PVC, com grande efeito, e com uma banda de apoio. Aliás, eu banquei o bocó – por puro desconhecimento – em 2000, em Las Vegas, quando passei na frente do teatro do Hotel & Casino Luxor, onde o Blue Man Group estava se apresentando,e pensei algo do tipo: “quem é que iria querer ver um grupo de caras pintados de azul pulando pra lá e para cá” – e, claro, perdi de assistir. Burro.

Voltando ao Uakti, enquanto que o Blue Man Group é pop/rock, eles já são um grupo de música instrumental brasileira, com raízes em folk e clássico, e incursões no experimental, avant-garde e no minimalismo. É uma música elaborada, de altíssima qualidade, sonoridade única e com excelentes graves, transientes e texturas – e várias vezes, ao longo dos anos, esta revista utilizou-se de faixas de discos do Uakti para testes de equipamentos, e até em vários dos Cursos de Percepção Auditiva, ministrados pelo nosso pacato e arguto editor Fernando Andrette.

O quarteto Uakti foi formado em Belo Horizonte, em 1978, pelos percussionistas Marco Antônio Guimarães, Paulo Sérgio Santos e Décio Ramos, e o flautista Artur Andrés Ribeiro – todos com formação erudita e membros da Sinfônica de Minas Gerais. Essa foi a formação básica e mais longeva do grupo mas, ao longo dos anos, vários outros instrumentistas participaram, incorporando cello e violão, entre outros instrumentos. Porém, a cada disco, o Uakti procurava usar cada vez menos os instrumentos tradicionais em sua música, assim como explorar composições mais próximas da música clássica.

Marco Antônio Guimarães foi o responsável pela invenção dos pouco usuais instrumentos de percussão usados pelo grupo, que vão desde os já mencionados tubos de PVC, até o uso de chaleiras e outras panelas, instrumentos de madeira e de vidro – tendo como influências os compositores e professores Walter Smetak e Ernst Widmer, de seu tempo como estudante de música na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Da sonoridade de alguns instrumentos, veio o nome da banda: Uakti é uma criatura sobrenatural de uma lenda da tribo de índios Tukano, da região amazônica. Segundo o flautista Artur Andrés Ribeiro: “Uakti vivia às margens do rio Negro. Seu corpo, aberto em buracos, recebia o vento e emitia um som tão irradiante que atraia as mulheres da tribo. Os índios, enciumados, perseguiram Uakti e o mataram, enterrando seu corpo na floresta. Altas palmeiras ali cresceram: de seus caules os índios fizeram instrumentos musicais de sons suaves e melancólicos, feito o som do vento no corpo de Uakti. Ao ouvirem esse som, as mulheres estarão impuras e serão tentadas” – uma tentação tão antiga quanto a música e seus grandes expoentes.

Antes de gravarem seu primeiro disco, o Uakti fez uma participação na trilha sonora do filme Cabaré Mineiro, composta pelo músico Tavinho Moura, que os levou a conhecer os outros músicos do famoso Clube da Esquina, gravar uma participação no disco Sentinela, de Milton Nascimento, e apresentar-se com ele ao vivo no Museu da Pampulha, em Belo Horizonte – o que pode-se dizer que foi o grande impulso inicial para o sucesso do Uakti e para a gravação de seu primeiro disco.

Oficina Instrumental, de 1981, é o primeiro dos 13 discos do grupo, cuja carreira decolou de tal maneira, desde os primeiros shows em Belo Horizonte, que ao longo dos anos incluiu participações no trabalho de grandes músicos brasileiros e estrangeiros, como Milton Nascimento, Paul Simon (no excelente disco The Rhythm of the Saints), e um extensa parceria com o compositor americano minimalista Philip Glass – como o excelente disco Águas da Amazônia.

Uakiti

O disco Oficina Instrumental não só é o primeiro disco do Uakti, mas é também uma excelente porta de entrada para se conhecer o trabalho único que o grupo faz. Fica recomendado, claro, conferir toda sua discografia.

Em 2009, Marco Antônio Guimarães anunciou que estava deixando a posição de principal compositor e arranjador do grupo, assim como pararia com as atividades de construção de instrumentos. Seguiu-se um período com amplas participações de membros anteriores, assim como outros convidados. E, em 2015, Guimarães anunciou a dissolução oficial do Uakti, alegando problemas pessoais de seus membros, assim como efeitos da crise econômica – porém havia um álbum com material inédito, já gravado, que em uma data futura seria lançado.

Estamos fechando 2020, e ainda aguardando, ansiosamente!

Atenção especial deve ser dada às faixas Promessas do Sol, e Maira, entre outras.

Pode ser encontrado em: CD / Vinil / Serviços de Streaming selecionados. Obviamente o objetivo é ir para o vinil nacional (BMG Ariola / Barclay) de 1981, que pode ser encontrado no mercado de usados com certa facilidade, porém hoje em dia com preços um pouco mais salgados, mas não desesperadores. Existe uma prensagem americana em vinil pelo selo Barclay – mas eu nunca achei uma à venda. O streaming é audível, e o CD é decente – prensado bem depois, pelo selo Philips.

Ouça um trecho da faixa “Promessas do Sol”.

Buena Vista Social Club (World Circuit Records / Nonesuch, 1997)

Este foi um disco de música de qualidade muito ouvido por audiófilos, durante uma boa época, no começo dos anos 2000. Muitas vezes usei-o em testes e demonstrações de equipamentos – em sua prensagem em CD.

Só depois fui entender que havia um filme com o mesmo nome, documentando a feitura do disco – pelo lado da música e do resgate cultural, claro – e dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders (Paris, Texas). E que o trabalho todo é liderado por um grande músico, do qual eu sou fã: Ry Cooder (Ryland Peter Cooder), guitarrista californiano especializado em guitarra acústica, elétrica, “slide” e banjo, o oitavo entre os “100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos” (revista Rolling Stone), que já tocou com John Lee Hooker, Ali Farka Touré, Eric Clapton, The Rolling Stones, Van Morrison, entre vários outros.

O disco Buena Vista Social Club, trocando em miúdos, é uma iniciativa – bem sucedida – de trazer de volta o trabalho de músicos cubanos já bastante idosos, infelizmente relegados ao ostracismo, que foram muito relevantes para a música cubana na era de ouro do país, até final da década de 50, quando foi fechada casa de shows e dança Buena Vista Social Club, em Havana, Cuba, pelo então recém assumido ditador Fidel Castro, vitorioso em sua revolução.

O “club” e seus músicos foram esquecidos até 1996, quando Ry Cooder foi convidado a visitar Cuba, com projeto de fazer um disco com uma mistura de músicos cubanos de raiz com músicos africanos – sendo que, com estes últimos, Cooder já havia trabalhado várias vezes.

Cooder, ao chegar em Cuba e travar conhecimento com uma série de grandes músicos de vanguarda das décadas de 40 e 50 – como o “bandleader” Compay Segundo, o pianista Rubén González e cantor Ibrahim Ferrer (chamado de “O Nat King Cole de Cuba”) – descobriu as dificuldades de se trazer os músicos africanos até à ilha para as gravações, como falta de visto para esses africanos, entre outras coisas. Como o contato com os cubanos aprofundou-se, com a redescoberta de vários interpretes perdidos pelo tempo,
Cooder resolveu fazer o projeto somente com músicos cubanos, complementados pela guitarra, produção e arranjos do próprio Ry Cooder, mais seu filho, Joachim Cooder, na bateria e percussão, além de outros músicos cubanos mais contemporâneos, resultando em uma ligeira tonalidade de blues e até jazz (este contribuído também pelo pianista Rubén González) – o que caiu como uma luva! Tanto que, por falta de etiquetas definindo seu gênero musical, o disco não padece: Afro-Cuban Jazz, Cuban Jazz, “Son Cubano”, Trova, Danzon, Balada, e por aí vai.

O local de gravação escolhido foi o EGREM Studios, em Havana – cujas instalações haviam pertencido à gravadora RCA até à entrada do regime de Fidel, e desde 1964 era mantido como o local da gravadora estatal cubana. Felizmente, o ambiente do estúdio e, dizem, a maioria de seu equipamentos, foi mantido intacto por quarenta anos. Não consegui saber, porém, quais desses equipamentos foram utilizados na gravação do deste disco.

Buena Vista Social Club

Uma anedota dá conta que não conseguiram intérpretes o suficiente para a comunicação entre a quantidade de músicos e pessoal local e os estrangeiros, durante a gravação, no que Cooder teria respondido que: “músicos se entendem através de outros meios além da fala” – e assim aconteceu!

O ponto culminante desse “retorno” dos cubanos foi a viagem dos mesmos, pela primeira vez na vida, ao exterior, fazendo shows em Amsterdã e no célebre Carnegie Hall, em Nova York. em 2003, a revista Rolling Stone enumerou Buena Vista Social Club na posição 260 dos “500 Melhores Discos de Todos os Tempos”, além de entrar na edição de 2005 do livro 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer – e até 2015 havia vendido mais de 12 milhões de cópias mundialmente. Em 1998, Ry Cooder recebeu, em nome do disco, o prémio Grammy de Melhor Música Tradicional Latina.

Destaque para as faixas Chan Chan, e Candela – muito boas, em um disco que vale a pena ser ouvido inteiro!

Pode ser encontrado em: CD / Vinil / Serviços de streaming selecionados. O CD é muito bom! Depois vim a descobrir que saiu uma prensagem da Nonesuch no Japão em 1997, mas é mais fácil de aprender escrever em egípcio do que achar uma. Para os que procuram o vinil, existem prensagens americanas, japonesas e européias distribuídas ao longo dos últimos 15 ou 20 anos, algumas delas em 180 gramas (e acho que até em 45 RPM). Boa sorte aos garimpeiros e navegantes de internet. Eu fico no streaming que, deste disco, está bem bom.

Ouça um trecho da faixa “Chan Chan”.

Rick Wright – Broken China (EMI, 1996)

O Pink Floyd é uma espécie de unanimidade quanto à ser uma da grandes e eternas bandas de todos os tempos – até meu pai, cujo gosto era música clássica, Vangelis e Jean-Michel Jarre, ouvia algumas coisas do Floyd com frequência. Hoje já pode-se considerar a música deles como eterna, e universal.

É uma banda que, para mim, tem três fases distintas – todas com uma grande quantidade de qualidades gerais, e que funciona tremendamente bem como um todo. A primeira fase é a experimental psicodélica, da qual eles são alguns dos pioneiros, e que vai do começo profissional da banda em 67 até a “dissociação da realidade” do líder, vocalista e guitarrista Syd Barrett, que acabou sendo substituído como líder pelo baixista Roger Waters, e como guitarrista pelo amigo David Gilmour – uma fase que inclui os primeiros discos da banda. A segunda fase, a mais prolífica e experimental, traz grandes discos como The Dark Side of the Moon e The Wall, traz a megalomania de Roger Waters e uma prática dissolução da banda no início da década de 80, com a saída deste. A terceira fase, que de alguma maneira ou outra perdura até hoje, traz a liderança de Gilmour, mantendo o baterista Nick Mason, trabalhando com vários baixistas contratados, e dando continuidade no que eu considero o segundo fator mais identificador do som do Pink Floyd: os teclados atmosféricos de Rick Wright.

Durante os anos, o meu gosto pelo Floyd se tornou tão grande que eu acabei indo conferir os trabalhos solo de Gilmour (recomendados!), de Roger Waters (nem todos interessantes), de Nick Mason (esquisitos), e de Rick Wright. Bom, o disco aqui em questão, Broken China, de Rick Wright, é um de meus discos favoritos – é daqueles que não deveria sair um só ao longo dos anos, e sim meia dúzia! E soa muito como um bom disco do Pink Floyd!

Richard William Wright nasceu em 1946 no condado de Middlesex, no sudeste da Inglaterra. Filho de um bioquímico, Wright aprendeu sozinho a tocar violão, piano e trompete, aos 12 anos de idade – e depois passou a ter aulas formais de música e teoria musical, altamente influenciado pelo jazz (aspecto que fica bem claro, ao nível improvisacional, nos discos do Pink Floyd). Não enxergando futuro na música, em 1962 Wright entra para Regent Street Polytechnic, em Londres, para estudar arquitetura, tendo como companheiros de curso os arquitetos Nick Mason e Roger Waters – com os quais funda o Sigma 6, grupo que ainda trazia, por pouco tempo, outro colega de classe: Clive Metcalf. Os anos seguintes trouxeram o guitarrista e vocalista Syd Barrett (que teve um infeliz destino), e o nome The Pink Floyd Sound – inspirado em dois músicos de blues. E o resto, como diz o ditado, é história!

Wright acabou sendo “demitido” do Pink Floyd em 1981, após a turnê do disco The Wall, sendo que o disco seguinte, The Final Cut, é o único da banda no qual não há participação alguma dele. Após o Final Cut, Waters dá a banda como “encerrada” – mas o Floyd é continuado no ano seguinte sob a liderança de David Gilmour, e Rick Wright é readmitido.

Apesar do lançamento de The Endless River em 2014, o último disco propriamente dito do Pink Floyd foi The Division Bell, de 1994. E Wright participou longamente da banda solo de David Gilmour, até seu falecimento em 2008, de câncer. Ao longo dos anos, além de tocar com Gilmour, Rick Wright participou do álbum solo do ex-colega de banda Syd Barrett, fez seu primeiro disco solo – Wet Dream – em 1978, trazendo pop com tonalidades jazzísticas, depois fez a banda eletrônica Zee com o músico Dave Harris (trabalho o qual ele chama de “um experimento que é melhor ser esquecido”). E, em 1996, sentou-se para gravar Broken China – um disco altamente atmosférico, que trata de temas de como lidar com casos de depressão, ocorridos na sua família, um trabalho bem elaborado e gravado, tendo um time de músicos de primeira linha, que inclui o baterista francês Manu Katché (que já tocou com Joe Satriani e foi da banda de Peter Gabriel, entre muitos outros), Pino Palladino no baixo (que tocou com David Gilmour, Elton John, Eric Clapton, Jeff Beck, Steve Jordan, John Mayer) entre outros músicos, além de Sinéad O’Connor, cantando em duas faixas.

Rick Wright

O disco, gravado no estúdio particular de Wright na França, mistura rock progressivo com um pouco de psicodélico, e traz também um bocado de tonalidade Ambient – um tipo de música eletrônica altamente atmosférica, da qual um dos pioneiros foi o músico inglês Brian Eno. Parte do material que sobrou da gravação do The Division Bell do Floyd, poucos anos antes, tinha muito de Ambient, e Wright tinha planos de gravar um disco só disso, na época. Bom, uma parte dessas ideias sonoras dele podem ser ouvidas aqui no Broken China, e no lançamento póstumo do Pink Floyd, The Endless River, de 2014 – justamente uma espécie de tributo da banda à seu valioso membro, Richard Wright.

Como curiosidade, vale dizer que a bela arte da capa deste disco é feita pelo designer inglês Storm Thorgerson – que desenhou todas a capas icônicas dos discos do Floyd, assim como de muitos discos de rock e progressivo nas décadas de 70, 80 e 90, incluindo Alan Parsons Project, Led Zeppelin, Peter Gabriel, e Genesis.

O destaque especial vai para as faixas Night of a Thousand Furry Toys, Satellite, e para quase todo o resto do disco.

Pode ser encontrado em: CD / Serviços de Streaming selecionados. Gravado em digital e nunca lançado em LP, devido à pouca tiragem, este disco soa muito bem em CD – que não é difícil de achar – e decentemente em serviços de streaming selecionados (apesar da distribuição dele em serviços de streaming me parecer meio errática).

Ouça um trecho da faixa “Night of a Thousand Furry Toys”.

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