Teste 2: AMPLIFICADOR INTEGRADO ATOLL IN400SE
junho 5, 2024
AUDIOFONE – Espaço Aberto: ERROS SOBRE FONES DE OUVIDO – PARTE IV
junho 5, 2024

Fernando Andrette
fernando@clubedoaudio.com.br

Quando planejei a construção da nossa Sala de Referência, estabeleci prioridades e objetivos.

E o primeiro critério foi o acústico, e que ao contrário de inúmeros projetos que ouvi ou li, em que as salas mais se pareciam com uma câmera anecoica, estabeleci que o tempo de decaimento deste espaço teria que comportar com folga, e privilegiar, a reprodução de música Clássica.

Pois a música Clássica necessita de espaço para ‘respirar’. E realizando esse primeiro desejo, consequentemente esta sala estaria pronta para receber caixas de todos os tamanhos, para poderem mostrar todo o seu potencial.

E nos dezesseis anos que trabalho nela, tivemos uma centena de caixas dos mais variados tamanhos, designs e níveis de performance.

Em que diminutas books com a Harbeth P3ESR XD, ou a Boenicke W5, podem mostrar todo o seu potencial, assim como uma Dynaudio Temptation ou, neste teste, uma Estelon Forza.

O segundo critério que estabeleci foi a largura da sala, que precisaria suportar abertura de caixas com até mais de 5 metros, ou apenas 2.40m, e ainda assim permitir às caixas terem espaço suficiente para um preciso ajuste fino. E, claro, a possibilidade de inúmeras opções de construção de um triângulo equilátero para a posição ideal de audição para cada caixa.

Essa possibilidade me permite, em nossas consultorias, até mesmo recriar um espaço semelhante ao do leitor, para que ele tenha uma ideia próxima de como a caixa irá soar em sua sala. Fiz isso dezenas de vezes, e o resultado apresentado na sala foi muito próximo do espaço do leitor.

Uma vez, para mostrar uma Boenicke W8 que iria para uma sala bem complicada em termos de acústica, com paredes não semelhantes, montei as W8 em nossa sala mostrando o triângulo equilátero mais próximo em que ela iria atuar. E até eu me surpreendi o quanto, ao ser instalada na sala do leitor, o resultado foi tão próximo ao que simulei.

Toda caixa acústica necessita, para apresentar sua melhor performance, de inúmeras coisas: a primeira e mais essencial é poder respirar e não se sentir ‘acuada’ ou sem possibilidades de ajuste fino. A segunda é a construção do triângulo equilátero mais correto e preciso possível, e na sequência uma eletrônica condizente, cabos adequados, elétrica decente e os mínimos cuidados com acústica, para que o equilíbrio tonal não seja prejudicado.

Quem participou do nosso Workshop e assistiu à apresentação de algum dos sistemas apresentados, observou que o tratamento acústico consistiu em cinco painéis estrategicamente colocados na sala, após medições precisas com a sala vazia feitas pelo Guilherme da Hi-Fi Experience, em que analisamos os dados – e como sempre faço, usamos o mínimo para corrigir problemas pontuais. O outro cuidado foi trocar a tomada do hotel por uma tomada dedicada audiófila ‘hospital grade’, fornecida pela Sunrise Lab, e o melhor posicionamento das caixas já que, com mais de 60 pessoas na sala, seria impossível buscar o melhor triângulo equilátero para tantas pessoas.

Porém, quando tudo está correto dentro das possibilidades reais, o resultado é o que todos que foram, escutaram.
Desculpe minha longa explanação sobre a nossa sala, e minha maneira de abordar os problemas de posicionamento de caixas e espaços ideais para que os sonofletores possam ser o centro da atenção.

Agora sim, posso iniciar minha avaliação das caixas Forza da Estelon, em nossa Sala de Referência.

Como conheço bem a assinatura sônica das caixas desse fabricante, afinal esse é o quinto modelo por nós testado, sabia que a Forza certamente precisaria de mais espaço que a minha X Diamond Mk2, que já é bastante ‘espaçosa’ em termos de posicionamento e abertura entre as caixas.

Para o amigo leitor ter uma ideia do quanto ela necessita de respiro, com a X Diamond Mk2 eu extrai o melhor em termos de soundstage com elas abertas 4.4m de tweeter à tweeter, deixando apenas a 1m das paredes laterais, e chegando a 2.2m da parede às costas da caixa. Nessa abertura, eu recrio todos os planos de uma orquestra sinfônica na sala, sem atropelo ou aquela sensação de quando os metais entram rasgando, eles irão pular na frente dos contrabaixos e soar dentro das caixas. Ou que o coro da Nona de Beethoven irá soar bidimensional, se embaralhando com os sopros e parte das violas.

Fora os planos, as ambiências das excelentes gravações são reproduzidas até mesmo com o rebatimento nas paredes laterais das salas de espetáculo, em gravações exemplares como a Histoire du Soldat, feita pelo Prof Johnson para o selo Reference Records.

Então imaginei que a Forza se sentiria absolutamente em casa, com tanto espaço.

E foi exatamente o que ocorreu.

Pude fazer inúmeras experiências de posicionamento com a Forza, e digo que todos aqueles que tiverem uma sala dedicada, que possam ter essa disponibilidade, irão ficar chocados como essa Estelon gosta e necessita de ser criteriosamente posicionada.

Pois feito isso, a imagem sonora 3D que o ouvinte irá extrair é simplesmente excepcional!

Ouça o Segundo Movimento, ainda da Nona de Beethoven, e você irá ficar paralisado o quanto os contrabaixos soam para fora do canal direito, diria ‘visualmente’ ser coisa para além de 1 metro, assim como o coral extremamente ao fundo do palco, e os solistas a frente, com um foco e recorte que fazem nosso cérebro imediatamente afirmar que aquilo é o mais próximo possível de uma apresentação ao vivo.

E afirmo, meu amigo: todas as excelentes gravações que ouvi na Forza, são a ‘recriação’ mais próxima que tive de uma apresentação ao vivo!

Por favor, percebam que utilizei o termo ‘recriação’, ok? E para eu recriar o acontecimento musical, é o ápice do que seja possível no estágio atual da alta fidelidade.

Pois esse estágio já é o suficiente para enganar nosso cérebro e nos fazer apreciar a música na sua totalidade. Seja pelo grau de transparência que a Forza nos propicia, ou pela capacidade de imersão que permite o conjunto de habilidades que essa caixa tem.

Entenda por ‘conjunto de habilidades’, o grau de coerência que essa caixa possui dentro dos nossos oito quesitos da Metodologia.

Por seis semanas, tentei descobrir alguma ‘falha’ nesse grau tão alto de coerência, e o que resultou dessa busca, foi que sua única falha é ser inacessível à esmagadora maioria de nós mortais!

Aqui novamente preciso ser muito bem entendido, para que você leitor não saia dizendo que o Andrette descobriu o sonofletor ‘perfeito’, pois longe de cometer esse deslize, o que estou avaliando estritamente é sobre os oito quesitos da nossa Metodologia. E dentro dela, a Forza é a caixa com a maior coerência que já avaliamos, apenas isso.

O que já é um enorme mérito ao projeto, ao projetista e ao produto final!

Pois todos os oito quesitos soaram de maneira superlativa, sem arestas, ou a possibilidade de algum dos quesitos sobressair.

E ainda que algum audiófilo possa não gostar do seu design, eu irei lembrá-lo que o seu design é responsável por sua impressionante imagem 3D de palco. E se este audiófilo for um sujeito obcecado por soundstage, ele não irá achar nesse quesito nada no momento mais superlativo, ele acredite em mim ou não.

E para conseguir tamanho êxito nesse quesito, suas formas e escolha do material do gabinete, dizem muito do resultado. Sua forma curvilínea é para evitar reflexos com as paredes paralelas, e o posicionamento de cada falante, idem.

Para seu exuberante equilíbrio tonal, além da escolha correta dos falantes, desenho primoroso de um crossover à altura do projeto e da proposta, temos um gabinete pensado para não ter nenhum problema de coloração, e para isso o projetista Alfred Vassilkov desenvolveu um composto com mármore em pó com excelente rigidez, e anti-ressonante.
Isso além de reforços internos e material de amortecimento de alta qualidade e eficiência.

E posso afirmar que pelo resultado em toda caixa Estelon, esses cuidados não são apenas marketing e sim eficiência prática, que resulta no nível de equilíbrio tonal de cada um dos modelos Estelon (pelo menos nos cinco modelos que testei).

Na Forza, ao contrário da X Diamond Mk2, temos dois woofers de 11 polegadas, montados em uma só câmera selada, envolto em paredes curvas, sem paralelismo. E isso, na prática, apresenta um grave estritamente veloz, correto, enérgico e natural!

Irei pontuando cada ideia do projetista, e o resultado alcançado na avaliação, para que você entenda detalhadamente o resultado alcançado, OK?

Assim como o midwoofer também possui sua própria câmera, e também o falante de médios, e o tweeter.
Segundo Vassilkov, o fato do gabinete se estreitar na parte superior tem uma razão de ser. O ponto em que fica o tweeter é mais estreito para justamente eliminar qualquer tipo de difração do gabinete, e causar coloração na resposta dos agudos.

E conseguir contornar esse problema em inúmeros projetos de gabinetes, permite uma ampla diretividade das altas frequências, ainda mais uniforme e natural.

Segundo a Estelon, todos os falantes da Forza são construídos um por um, manualmente, em parceria com a Accuton. Os dois woofers de 11” são de alumínio CELL de membrana rígida, com as bobinas quase do mesmo diâmetro do cone, o midwoofer de 8” também da linha CELL emprega ímã de neodímio, assim como o falante de médio de 7” e o tweeter de 1” de diamante invertido.

O crossover, de quatro vias, é de terceira ordem para os woofers e de segunda ordem para o restante dos falantes. A sensibilidade, segundo o fabricante, é de 88 dB/2,83V/m, impedância de 4 ohms, com mínimo de 2 ohms (em 42 Hz) e resposta de frequência de 25Hz a 60 kHz.

Sendo uma caixa em que os powers Nagras HD se sentiram em casa, até mesmo mais que com as X Diamond Mk2.
Voltemos à avaliação. Seu equilíbrio tonal é tão correto, que o ouvinte não terá a menor dificuldade em observar até mesmo a qualidade do instrumento, do músico e da escolha dos microfones.

No nosso CD Timbres, alguns detalhes que só percebi no momento da gravação, se tornaram tão evidentes que precisei repassar as mesmas faixas na X Diamond Mk2 e depois na Forza, para perceber o quanto o timbre era ainda mais realista!

A região média é de uma enorme transparência, então ouso dizer que será necessária uma escolha muito ‘sensata’ da eletrônica que irá tocar com a Forza. Pois se a eletrônica também tiver uma apresentação ultra-transparente, grande parte da beleza da Forza, na minha opinião, irá passar do ponto.

E os graves, como já escrevi, são os mais corretos e impressionantes que tive o prazer de ouvir. Zero de coloração. Quer ver o quanto o grave da sua eletrônica é bom, ligue-a na Forza e saberá se colore ou seca os graves, instantaneamente!

Tímpanos soam exemplares, assim como contrabaixos, órgão de tubo, etc.

Já falei da imagem 3D e dos planos, foco, recorte e ambiência. Mas preciso reforçar o quanto o posicionamento correto da Forza na sala irá aumentar essa sensação holográfica, que será a base para a materialização física do acontecimento musical (Organicidade). Foi a caixa que mais mostrou as correlações entre cada um dos nossos quesitos, e como eles se inter-relacionam, e seu grau de interdependência.

As texturas, são de tirar o fôlego, com uma riqueza tão ampla de paleta de cores, que observamos até mesmo quando o instrumento é de alto nível, mas o músico não se encontra no mesmo nível dele. E o contrário também: quando o músico é um virtuose e o instrumento não está no mesmo nível. Um grande exemplo é a gravação do disco branco ao vivo do Keith Jarrett – Köln Concert. Acho que todos vocês conhecem a história dessa gravação, em que Keith Jarrett chegou a tentar desistir da apresentação pela limitação do piano, e foi convencido pelo produtor a não quebrar o contrato. E até hoje é seu disco mais vendido e aclamado.

Na Forza, é explícito o quanto Keith Jarrett ‘tirou leite de pedra’ naquela noite.

É um disco que conheço em detalhes, tenho-o prensagem nacional e importada em LP e CD, e jamais tinha escutado as limitações harmônicas do piano dessa gravação tão detalhadamente.

Então se você busca conhecer, nas suas gravações preferidas, todas as intencionalidades, a Forza é a ‘radiografia’ precisa deste quesito! Velocidade, precisão rítmica, andamento, variação de tempo, na Forza, você terá a capacidade de finalmente ouvir esse quesito, sem perder nota por nota. E com um conforto auditivo exuberante!

E se você é um apaixonado por dinâmica, seja a micro ou a macro, se prepare, pois ela irá surpreendê-lo em ambas!

Os tímpanos da abertura da Fanfarra ao Homem Comum, de Copland, podem ser assustadoras se você extrapolar o volume (não indico e nem tão pouco é preciso cometer tamanho erro), deixe no volume correto da gravação e sentirá aquela onda de energia atravessando a sala até chegar em você!

Energia, deslocamento de ar, decaimento, velocidade e o tão necessário corpo harmônico, para seu cérebro acreditar que aquele é um tímpano realmente, estão lá, à sua espera!

E com seu grau de transparência, a micro-dinâmica desde a mais micro captada pelos microfones e preservada na mixagem, estará lá ainda que no meio de um complexo número de instrumentos.

Já escrevi que ouvi muitas caixas caras e enormes, feitas para ‘suportarem’ enorme dinâmica e que, no entanto, pecam na hora de reproduzir uma simples voz à capela. Soando enormes, e que fazem nosso cérebro perder o interesse em continuar ouvindo.

A Forza não comete esse erro tão comum em grandes caixas! Tudo soa como foi captado, o que nos permite relaxar e ouvir com prazer desde vozes à capela até instrumentos solo.

Não existe pirotecnia na Forza – ela desconhece esses truques baratos e equivocados, que ainda muitos fabricantes de caixa teimam em alardear como algo sensacional! Tudo é tratado com requinte, harmonia e equilíbrio, e você jamais ouvirá a Forza se esforçar para lhe convencer.

Alimente-a devidamente, e o resultado será sempre primoroso e convincente.

O que mais se pode desejar de uma caixa ultra hi-end?

Agora vou falar de um outro assunto espinhoso, que só comentei em dois ou três artigos meus nas seções Opinião e Espaço Aberto: o nível possível de Organicidade.

Os participantes do nosso Workshop, puderam nos cinco sistemas apresentados – entre 92 e 98 pontos – sentir a materialização física do acontecimento musical à sua frente. Os cantores e cantoras estavam lá, os solistas idem.
Mas, e quando estamos falando de produtos acima de 100 pontos, em que todo o sistema esteja coerentemente ajustado, a Organicidade pode ser diferente?

Pode, e é diferente!

Até 100 pontos, você traz o acontecimento musical para sua sala.

Acima de 100 pontos você é transportado para a sala onde a gravação foi feita.

Essa não é uma pequena diferença, pois nosso cérebro reage de maneira muito distinta em trazer o acontecimento para dentro de nossa sala, e em ser levado para a sala de gravação.

No primeiro caso, nosso cérebro ainda pode ouvir e pensar, ouvir e avaliar, ouvir e perder o foco na audição e devanear.

No segundo caso, meu amigo, você é sugado para dentro do acontecimento musical, com tamanho impacto no seu cérebro, que tudo que você conseguirá avaliar é referente ao que estava ocorrendo na gravação.

Pois você virtualmente ‘está lá’! Somente neste nível de Organicidade, você está ‘vendo’ o que está ouvindo!

Percebe a brutal diferença?

E para você experienciar essa modalidade de imersão, só tendo a possibilidade de ouvir as mesmas gravações em um sistema bem correto, abaixo de 100 pontos, e em um acima de 100 em uma sala como a nossa de Referência.
No segundo caso, quando você ‘vê’ o que está ouvindo, sua mente para de tagarelar e automaticamente foca integralmente na música e nada mais!

E a Estelon Forza, meu amigo, é o sonofletor mais impressionante que já testamos para realizar essa incrível viagem sonora! Foram audições inesquecíveis e que estão armazenadas no meu hipocampo para o resto dessa minha existência!

Jamais a X Diamond Mk2 me possibilitou ‘ver’ o que estou ouvindo com tanta riqueza de detalhes e tão alto grau de realismo sonoro!

CONCLUSÃO

Produtos soberbos necessitam de cuidados extremos, do contrário podem passar despercebidos como pérolas na barriga de ostras.

Para se extrair todo o encanto de uma caixa como a Estelon Forza, é preciso se cercar de equipamentos do mesmo nível, e que possuam o mesmo grau de equilíbrio em todos os quesitos.

É o tipo de caixa que não fará refém. Ou você está preparado para lhe oferecer o que necessita, ou nem perca seu tempo com ela!

Ouvir e testar uma caixa deste nível, muda completamente o referencial de um revisor. Pois nos permite ouvir, na prática, o patamar em que os produtos de nível Superlativo realmente se encontram.

Se você possui cacife para bancar uma caixa deste nível, meu amigo, não cometa o erro de não a ouvir!

Tirando seu preço proibitivo, todo o restante é simplesmente glorioso!


PONTOS POSITIVOS

A contemplação do ápice do estágio atual do Hi-end
Superlativo.

PONTOS NEGATIVOS

Seu preço proibitivo.


ESPECIFICAÇÕES

TipoCaixa acústica passiva de 4-vias selada
DriversWoofer: 2x 11” CELL Accuton de alumínio
Midwoofer: 8” CELL Accuton de alumínio
Médio: 7” CELL Accuton de cerâmica
Tweeter: 1” CELL Accuton de diamante
Resposta de frequência25 a 60000 Hz
Potência máxima400W
Nominal impedance3 Ohm (mínimo 2 Ohm em 42Hz e em 110Hz)
Sensibilidade90dB / 2.83 V
Potência mínima necessária20W
Material do gabineteComposto baseado em mármore
Dimensões (L x A x P)617 x 1675 x 682 mm
Peso150 kg cada
Tamanho de sala recomendado40 – 125 m²

5

CAIXAS ACÚSTICAS ESTELON FORZA
Equilíbrio Tonal 15,0
Soundstage 15,0
Textura 15,0
Transientes 15,0
Dinâmica 15,0
Corpo Harmônico 15,0
Organicidade 15,0
Musicalidade 15,0
Total 120,0
VOCAL                    
ROCK, POP                    
JAZZ, BLUES                    
MÚSICA DE CÂMARA                    
SINFÔNICA                    
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